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FACES DAS ARTES
Desde: 13/08/2004      Publicadas: 38      Atualização: 29/04/2005

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 Palavra

  23/09/2004
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O poeta e seu tempo

"Coisas Velhas Saídas da Beira do Túmulo abrande mais de 60 anos de uma rica e devotada cumplicidade com os mais humanos sentimentos. Numa clara demonstração de que o homem é uma espécie de arco-íris de emoções quando atravessa o campo em flor das dores e das alegrias que o mundo oferece..." R. Leontino Filho

O poeta e seu tempoRaimundo Herculano de Moura
Nasceu em Fortim, então distrito de Aracati, aos sete dias do mês de novembro de 1914.
Iniciou-se na poesia sob o pseudônimo de "Índio Moreno" sendo sua primeira composição o soneto "A Partida".
Colaborou em diversos periódicos de sua época, dentre os quais podemos citar: jornais "O Jaguaribe" como colaborador e "A Metralha" do qual foi fundador. Na revista "Iara" publicou sua primeira obra.
Integra o Instituto do Museu Jaguaribano desde 1984.
"Coisas Velhas Saídas da Beira do Túmulo", é o título da obra que perfaz toda a produção do vate aracatiense. A publicação foi organizada pela Associação Artístico Cultural Lua Cheia.

POEMAS


Ser Poeta

Ser poeta é ser louco muitas vezes,
É sorrir e chorar no mesmo instante,
É gargalhar nas horas de reveses,
Pensar na vida, quando agonizantes.



Oferta de um pássaro
`A minha noiva

O pássaro mimoso que te oferto,
É a imagem perfeita de minha alma.
Nas horas de pesares e de calma,
Tendo-o nas mãos, de mim estarás perto.

Olha, ele sabe uma canção sonora,
Que lhe ensinou, implume, a natureza.
Quando me vires no auge da tristeza,
Presta atenção, ele não canta, chora.

Trata-o bem, minha Anísia, e com cuidado.
Ele parece até minha pessoa:
Vive constantemente amargurado.

Ele é órfão como tu, minha querida,
Necessita, também, de uma alma boa
Que ampare com bondade toda vida.

Aracati - 1939


Aracati

À margem do Jaguaribe
Soluçante e a murmurar,
Tua geografia exibe
Um panorama sem par.

Meu querido Aracati,
Como é bela a lua cheia
Debruçada sobre ti,
Com seu clarão que prateia.

Os teus vultos imortais,
Que povoam nossa História,
São glórias nacionais
Brilhando em nossa memória.

Teus sobrados de azulejo
Recordam a tua História,
E agora neles revejo
O teu passado de glória.



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